Qual o propósito da nossa existência? O ser humano tem duas características que os distinguem das outras espécies, a primeira é que nós não nascemos humanos, nós vamos nos tornamos humanos ao longo da vida, somos um potencial realizador, um diamante bruto que precisa ser lapidado no atrito com outros seres humanos. Nascemos com um corpo frágil e desajeitado, levamos quase dois anos para desenvolver a fala e caminhar, precisamos de roupas para nos aquecer e somos dependentes de outros seres humanos para viver. Também não somos a espécie mais inteligente, tendo em vista nossas escolhas egoístas. A outra é que a partir de uma certa idade a gente descobre que um dia vai morrer e partir de então o que nos importa não é morte pois ela é um fato a questão é o que eu faço com a minha vida enquanto a minha morte não acontece, para que a minha vida não seja banal, fútil ou pequena? O astrofísico Neil Degrasse Tyson tem um ponto de vista muito interessante a respeito dessa reflexão “É o conhecimento de que eu vou morrer que cria o foco que eu trago estando vivo. A urgência de realização, a necessidade de expressar amor, agora! E não depois. Se você fosse viver pra sempre, porque sair da cama pela manhã, se você sempre terá o amanhã? Eu não tenho medo da morte, eu tenho medo de viver uma vida onde eu poderia ter realizado algo e não realizei. Tenha vergonha de morrer até você ter conquistado alguma vitória para a humanidade”.

A Jornada de volta ao mundo é um processo de individuação com o propósito de expandir a consciência através da integração entre o pensar, sentir e agir no mundo até a transcendência de nossos padrões de comportamento mecânicos e repetitivos que nos levam a infelicidade e perda de sentido na vida. A visão de consciência que eu tenho hoje é a seguinte; Consciência é a soma de conhecimento a respeito do funcionamento da mente, das emoções, do corpo e espírito aliado com uma pratica de vida diária consciente e constante, essa integração nos leva naturalmente a uma transcendência do patrão do ego e ao encontro com a arte do bem viver. Como diria Dalai Lama “ Desenvolver força, coragem e paz e interior demanda tempo. Não espere resultados práticos ou imediatos, sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa permite que essa decisão se torne efetiva no seu coração”.  A consciência por si só é o processo disciplinador que buscamos durante o processo terapêutico, assim mudamos num estado de alegria, criatividade e satisfação em vez de mudar no paradigma da dor e sofrimento. É um despertar da Inteligência latente, que não tem nada a ver com a capacidade de memorizar teorias, métricas e regras. Tem muito mais a ver com a capacidade de fazer melhores escolhas frente aos desafios que a vida apresenta a todo tempo, utilizando um novo referencial, um patrimônio imaterial conquistado depois que o indivíduo se permitiu descobrir e explorar os teus talentos naturais.