Será que finalmente estamos chegando a possibilidade de se criar um novo paradigma onde a ciência e a religião se unirão na busca pelo divino e pelo universo? Caminhando juntas num mesmo sentido de unificação? De acordo com as lendas da antiguidade existiam deuses para astronomia, para agricultura, dos mares e para cada um dos elementos fundamentais da vida. Os sábios e filósofos da Grécia antiga respondiam perguntas como: Porque estamos aqui? Quem somos nós? Qual o sentido da vida?  Desenvolveram a teoria do átomo, falaram sobre movimentos celestiais e a ética humana. Já na Europa medieval a igreja alcançou um status de imenso poder, escolhia reis, era dona das terras e da verdade, instaurou o paradigma do pecado, medo e escassez, seu dogma era a lei. Mas a ciência evoluía e desafiava o paradigma vigente e de que a terra era o centro do universo. Os primeiros cientistas sofreram muito com o peso da mão da igreja na inquisição. E um sem conseguir omitir o outro seguiram a competindo pelo conhecimento da verdade absoluta. Então a igreja continha o invisível e condenou os cientistas como pecadores e pagãos. A ciência tinha o visível e desse ponto de vista nasceu o materialismo, os cientistas indignados com o repudio da igreja reagiram dizendo que o invisível era fantasia, ilusão, que nós não passávamos de pequenas maquinas competição e comparação que viviam dentro de um universo material, previsível e sem sentido, regido por leis rígidas e imutáveis. A partir de então ciência e religião seguem batendo cabeça sem chegar a conclusão do absoluto até os dias de hoje. A ciência mais inquieta, continuou cavando fundo e deu de frente com um mistério nunca revelado, o grande mistério, um mundo de energia inesgotável onde tudo está conectado, interconectado e interdepende onde o universo que eles pensaram que era físico não era físico e que o tempo e o espaço são apenas elementos de mundo não material. Então chegamos até aqui, onde a realidade física é basicamente energia que existe numa vasta rede interligada ao longo do espaço e tempo e que nessa rede, nesse campo quântico existem todas as possibilidades, e que podemos fazer virar realidade através dos nossos pensamentos, da consciência, da observação, dos sentimentos e do estado de ser.  Mas para muita gente ainda é difícil conceber essa possibilidade, ainda tem muita gente que acredita que o espírito que nos anima é uma mera função biológica e aleatória. Ou pensam que a força da vida é algo que habita fora de nós e não dentro de nós. Essa ilusão da separação cria todos os problemas do mundo contemporâneo.

A discussão entre o paradigma antigo e o novo paradigma se desenrola mais ou menos assim, principalmente no campo acadêmico.

Afinal de onde vem a inteligência que faz nosso coração bater?

-Faz parte do sistema nervoso autônomo

E onde está localizado esse sistema?

– No cérebro. O sistema límbico do cérebro é parte do sistema nervoso autônomo.

E dentro do cérebro, existem tecidos específicos que fazem o coração bater?

– Sim

De que são feitos esses tecidos?

– De moléculas

E de que são feitas essas moléculas?

– De átomos

E de que são feitos esses átomos?

– De partículas subatômicas

Essas partículas subatômicas são compostas de que?

– Energia

Quando chegamos a conclusão de que nossa psique é composta pela mesma força que rege o universo, atingimos a consciência de que o que anima nosso corpo é uma forma de energia, e que fazemos parte de um princípio unificador que ultrapassa a realidade física. Essa inteligência universal é a mesma que anima todos os aspectos do mundo material. Essa inteligência faz nosso coração bater e o nosso estomago digerir, também é a mesma consciência que faz as arvores darem fruto e que da forma as galáxias. E como ela existe em todos os lugares e todos os tempos ela exerce um poder dentro de nós e a tudo a nossa volta. Essa é a inteligência é tão difícil de ser alcançada para os seres humanos conterrâneos por conta da nossa programação normotica e materialista.

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