Às vezes as pessoas me perguntam: “Ricardo, como assim terapeuta integral?” É algo tão abrangente que é difícil de simplificar. Não dá para se tornar terapeuta integral, é uma questão de SER, praticando uma vida integral diariamente. Treinando o corpo, a mente e o espírito em cada ação, em casa, na rua, com os amigos, a todo tempo. Estar em trabalho terapêutico constante confrontando suas limitações. Um eterno estudante que experimenta e se habilita em várias abordagens e aplica com ética e a consciência de que toda técnica é limitada. Esse estado de presença requer do terapeuta muito esforço e trabalho profundo consigo mesmo sempre, para ser um ser humano melhor e um terapeuta melhor a cada dia, só podemos conduzir as pessoas por um caminho que já percorremos.

Segundo Ken Wilber: “Nesses últimos trinta anos, testemunhamos um fato único na história da humanidade, temos hoje acesso a todas as culturas do mundo. O próprio conhecimento é hoje global. Isso quer dizer que, também pela primeira vez, a soma total do conhecimento humano está hoje a nossa disposição – o conhecimento, a experiência, a sabedoria e a reflexão de todas as grandes civilizações humanas, pré-modernas, modernas e pós-modernas – para ser estudado por qualquer pessoas interessada. O que aconteceria se tomássemos literalmente tudo o que as diversas culturas nos tem a dizer sobre o potencial humano – sobre o desenvolvimento espiritual, desenvolvimento psicológico e desenvolvimento social – e colocássemos a mesa? E se tentássemos encontrar as chaves realmente imprescindíveis ao desenvolvimento humano, com base na soma total do conhecimento humano que temos hoje a nossa disposição? E se utilizarmos um mapa que leva em conta todos os sistemas e modelos conhecidos do desenvolvimento humano – desde os xamâs e sábios da antiguidade até as grandes descobertas atuais da ciência cognitiva? Bem-vindo a abordagem integral”.  profundo consigo mesmo.

Ken Wilber traz o resgate das fontes da psicologia como o estudo da alma que se perdeu ao longo do tempo. Ainda estamos sendo regidos pelo paradigma Newtoniano que enxerga somente a superfície e o material.  O paradigma Darwiniano que enxerga que evoluímos através da competição e da comparação. Se a gente misturar a visão de Newton de que o universo e composto basicamente de matéria com a visão de Darwin e se perguntar: Como eu evoluo dentro desse paradigma? A resposta será outra pergunta: Quanto de matéria que você possui? A partir de então iniciamos a nossa “egolução” começamos a extrair material do planeta para produzir posses, estamos estuprando nosso planeta como se não houvesse amanhã, perdemos a dimensão da totalidade, da comunhão com nossos elementos naturais, nossa sociedade de consumo tem se construindo as custas da vida de outros seres humanos, dos animais e da natureza essa e a base da ilusão da separatividade. Como diria Milton Santos “A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos que apenas conseguem enxergar o que os separa e não o que os une’’.

Segundo a abordagem integral nossa consciência evolui até um certo nível naturalmente, a partir desse nível a evolução da consciência depende de um esforço próprio olhando para sua própria sombra e modificando padrões de comportamento mecânicos e repetitivos. Wilber entende que a matéria é o espirito num estado congelado e o espirito é a matéria num estado radiante, é uma abordagem com o propósito de evoluir a consciência, onde não há diferença entre matéria e espirito, não é isso nem aquilo, é isso e aquilo, é uma abordagem onde todas as abordagens tem uma importância e tem uma verdade parcial, é inclusiva, portanto um processo de individuação bem sucedido através da abordagem integral é o próprio espirito em ação através de um corpo físico.

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